Nova suspeita de fraude bilionária amplia crise envolvendo Banco Master e BRB
As investigações envolvendo o Banco Master e o BRB ganharam um novo e mais grave capítulo. Além da apuração sobre uma operação de aproximadamente R$ 12 bilhões, agora surge a suspeita de outra fraude superior a R$ 11 bilhões, envolvendo fundos ligados a uma empresa investigada por possível lavagem de dinheiro associada ao PCC.
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1/3/20262 min read


As investigações envolvendo o Banco Master e o BRB ganharam um novo e mais grave capítulo. Além da apuração sobre uma operação de aproximadamente R$ 12 bilhões, agora surge a suspeita de outra fraude superior a R$ 11 bilhões, envolvendo fundos ligados a uma empresa investigada por possível lavagem de dinheiro associada ao PCC.
Na semana passada, o Banco Central do Brasil enviou ao Tribunal de Contas da União um relatório apontando indícios graves atribuídos ao Banco Master. Entre eles, a suspeita de que a instituição teria investido recursos em fundos registrados em nome de “laranjas”. Parte desses fundos foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em agosto, para investigar esquemas de lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas financeiras e postos de combustíveis.
Segundo as apurações, os negócios do Banco Master com a REAG Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários teriam ultrapassado R$ 11 bilhões. Em outubro, a holding foi proibida de operar na Bolsa de São Paulo. No mês seguinte, o Banco Central encaminhou ao Ministério Público Federal as suspeitas de crime identificadas no relatório.
Paralelamente, ontem, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, prestaram depoimento por mais de cinco horas à Polícia Federal. Após os interrogatórios, ambos participaram de uma acareação. De acordo com investigadores, as versões apresentadas entraram em contradição, especialmente sobre os detalhes da negociação que envolveu a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
A suspeita central é de que o BRB teria adquirido cerca de R$ 12 bilhões em títulos inexistentes, numa operação destinada a injetar recursos artificialmente no Banco Master e evitar sua insolvência. Durante a acareação, Vorcaro foi questionado sobre a origem da carteira de títulos e as garantias de pagamento. Já Paulo Henrique Costa foi cobrado a explicar como a operação foi estruturada e quais salvaguardas foram exigidas para assegurar o retorno do dinheiro aos cofres do banco público.
Investigadores afirmam que as respostas apresentaram inconsistências. A defesa do ex-presidente do BRB nega irregularidades e sustenta que houve apenas interpretações distintas sobre os mesmos fatos.
O caso tramita sob sigilo, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, mas, segundo fontes ligadas à investigação, a avaliação conjunta da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República é de que a situação dos dois investigados se tornou mais delicada após os depoimentos.
Se confirmadas, as suspeitas revelam um esquema de proporções bilionárias, envolvendo instituições financeiras, recursos públicos e possíveis conexões com o crime organizado. As investigações seguem em curso.
