Alegria e esperança entre venezuelanos após anúncio da captura de Maduro

A notícia divulgada nas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou uma onda imediata de comoção entre venezuelanos dentro e fora do país. Segundo a publicação, Nicolás Maduro e a sua esposa teriam sido capturados numa operação militar realizada a 3 de Janeiro de 2026 e retirados da Venezuela.

MUNDO - POLITICA

WILSON RIBERIRO

1/3/20262 min read

A esperança voltou a respirar: a alegria dos venezuelanos no exílio perante a possibilidade de um país livre

A notícia divulgada nas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou uma onda imediata de comoção entre venezuelanos dentro e fora do país. Segundo a publicação, Nicolás Maduro e a sua esposa teriam sido capturados numa operação militar realizada a 3 de Janeiro de 2026 e retirados da Venezuela.

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Nas redes sociais, multiplicam-se testemunhos emocionados. Muitos descrevem a captura de Maduro como o fim de uma longa noite autoritária e o início de um novo tempo. Outros pedem cautela, lembrando que a reconstrução democrática exigirá mais do que a queda de um líder: será necessário restaurar instituições, garantir justiça e evitar novos ciclos de violência.

A América do Sul observa com atenção. Se confirmados, os acontecimentos poderão marcar um dos momentos políticos mais significativos da história recente da região. Até lá, entre prudência e esperança, milhões de venezuelanos aguardam por respostas — e, sobretudo, por um novo começo.

Durante anos, milhões de venezuelanos viveram com a mala sempre pronta — não para viajar, mas para fugir. Fugir da fome, do medo, da perseguição política e da morte silenciosa que se instalou no quotidiano da Venezuela. O exílio não foi escolha; foi sobrevivência.

Nas últimas horas, a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que Nicolás Maduro teria sido capturado, desencadeou algo que há muito não se via entre comunidades venezuelanas espalhadas pelo mundo: alívio. Não um alívio político abstrato, mas humano, profundo, quase físico.

Em casas simples, cafés de emigrantes, praças improvisadas e grupos familiares à distância, surgiram lágrimas, abraços, orações e sorrisos incrédulos. Para quem viveu anos com medo de ser identificado, denunciado ou esquecido, a simples possibilidade de que o regime chavista esteja a chegar ao fim reacendeu um sonho que muitos tinham sido obrigados a enterrar: voltar para casa.

Os relatos repetem-se. Pessoas que perderam familiares, que atravessaram fronteiras a pé, que pediram asilo para escapar à fome e à violência, falam agora de um futuro que parecia impossível. Não se fala ainda de prosperidade ou de certezas. Fala-se de algo mais básico: liberdade. O direito de viver sem medo de opinar, de votar, de existir.

A alegria não nasce da certeza absoluta dos acontecimentos, mas da esperança depois de um longo cativeiro psicológico. Quando um povo vive sob um regime que governa pelo medo, a esperança torna-se um acto de resistência. Para os venezuelanos exilados, esta notícia — ainda que envolta em cautela — representa a quebra de um silêncio opressor que durou décadas.